Competência Vs
Confiança
Recentemente,
em um almoço de negócio, ouvi uma recomendação de um colega para outro colega. Na ocasião um disse:
“... esse rapaz é de extrema confiança e está
conosco há anos, gostamos muito dele. Acreditamos que daria um rim para a
empresa...”.
Coincidentemente,
fui, no outro dia, visitar a empresa onde ambos trabalham e, acreditem, tive
uma reunião com o rapaz de extrema confiança. Muito pela recomendação que
ouvira fui, como dizem meus novos colegas e parceiros de trabalho do Rio Grande
do Sul, tateando no tratamento e nas
perguntas. De repente, comecei a ouvir elogios apaixonados do recomendado para
com a empresa. Na oportunidade, dissera que seria capaz de “sangrar” pela companhia.
Confesso que tamanho saudosismo me incomodou, pois acostumado a lidar com
muitas pessoas, percebia que aquilo nada mais era para impressionar os
empregadores que do lado estavam.
Terminado
o momento de reconhecimento comecei a fazer perguntas simples ligadas a rotina
do recomendado. Exemplo: Qual indicador deste processo? Quantos atendimentos
são feitos? Qual o grau de satisfação dos clientes? Qual seu orçamento para
esta operação. Logo percebi que as perguntas incomodavam, eram mau vistas e que
aquilo incomodava nossa conversa. Passado esse momento, perguntei ao fundador
da empresa se aquilo era normal vindo de uma pessoa naquela função. A resposta
foi clara: Não.
Pergunto,
por que somos impelidos a sermos seduzidos com esses discursos, com essa imagem
doce de dor e esforço de pessoas que na realidade não são tão comprometidas,
como demonstram? Simples! Somos apegados a imagem, a discursos apaixonados.
Nossa nação foi seduzida pelo discurso collor`s speech, pela postura
“demostiana” de busca pela justiça, com retórica bela aos ouvidos dos desatentos.
Nas
empresas não são diferente, principalmente quando não se têm processos
definidos, indicadores claros que possam medir o rendimento de cada
departamento. Sabemos que não são garantia de sucesso essa medição, mas é uma
ferramenta bem útil para não sermos seduzidos por esse discurso apaixonado. Mas
com esses indicadores em mãos como usá-los? Eis algumas dicas importantes para esse
trabalho:
- Defina bem o conceito de cada indicador. A definição clara de cada medida será importante para que todos tenham a responsabilidade de levantamento das informações.
- Demonstre a todos a importância desta medição para o negócio. Uma vez entendendo a importância e a aplicação, todos cooperarão para que aquilo aconteça.
- Discuta o resultado obtido. Todos precisam participar da construção, da análise dos resultados e do impacto que isso tem em suas atividades.
- Em fim, tome decisão! Mas não se esqueça de que “texto sem contexto é pretexto”. Os números precisam ser contextualizados, uma análise fria poderá incorrer a erros e os gestores podem cometer injustiça.
De
posse de todas as evidências, indicadores bem construídos, temos condição de
tomar uma decisão equilibrada de forma a melhorar a organização. Sem ficarmos
refém da aparência e pautados pela competência do processo e das pessoas.
Finalizo
esse material com uma frase bíblica:
“A
falta de visão leva as pessoas a ruina”
Provérbios 29:18
Luciano
Moraes

Perfeita visão!!! Nem tudo que parece é!!! O ideal seriamos encontrar a coesão nestes dois fatores: Os indicadores certos nas mãos do compromisso correto!!!
ResponderExcluirBom post!!
Um abraço,