sábado, 7 de junho de 2014

Gestão e Empreendedorismo

Recentemente em vista a um empresário na região da Serra Gaúcha pude sentir na voz daquele empreendedor a angustia em pessoa. Durante nossa conversa, sempre regrada de fino trato, houve um momento que uma frase destoou: “...preciso fazer mudanças mas não sei por onde começar. Sei das necessidades, mas alguns sentimentos me impedem, alguns medos. Enfim, gostaria que alguém sentasse aqui e as fizesse...”. Foi esse encontro que me inspirou a escrever a matéria desta coluna. Uma situação real, muito comum no cenário dos empreendedores e que causam um impacto enorme no dia a dia das empresas.

Aliado a essa observação real, vemos uma proliferação de consultorias, muitas ocupando os espaços que os sócios e acionistas deixam vagos. Mas a pergunta é: Qual o limite ou qual a condução de uma consultoria dentro de uma empresa? Como escolher o trabalho a ser realizado para que seja assertivo? Essas são algumas das várias perguntas que devem ser feitas antes da decisão quanto a contratação de uma consultoria ou um executivo para auxiliar ou conduzir os negócios de sua empresa. A seguir colaboraremos com alguns pontos a serem levantados para esta tomada de decisão:

1 – Descida por alguém que se interesse realmente com o seu negócio

Na maioria das vezes as empresas de consultoria possuem um discurso bem parecido: Reduzir custos, ajustar processos e aumentar margem. Mas a pergunta mais interessante é em como fazer isso gerando valor ao negócio, pensando em ações de curto, médio e longo prazo. Nessa hora a presença do sócio contribuindo com o trabalho é fundamental, não se pode deixar que os contornos estratégicos sejam todos dados por quem acabou de chegar.

Valorize quem se interessa verdadeiramente pelo seu negócio e não permita que o trabalho seja conduzido apenas por relatórios formais produzidos pela equipe antiga da empresa. A verdade precisa ser vista através de novos olhos! Isso já foi sabiamente dito pelo consultor de empresas e especialista em marketing, Raimar Richers: Entender para atender! Com frequência se vê programas da gigante AMBEV estimulando seus altos executivos a irem a campo verem e sentirem as necessidades dos clientes.

2 – O planejamento parte de fora para a dentro

Entender o mercado, seu comportamento é fundamental! Recentemente acompanhamos a implosão de um ícone mundial, símbolo do capitalismo americano: Kodak Company. O presidente mundial da empresa, Antônio Perez disse: “...Não podíamos continuar fabricando produtos que as pessoas não querem comprar...” referindo aos antigos filmes fotográficos. Esse exemplo torna-se ainda mais trágico, pois foi a própria Kodak que descobriu a nova tecnologia digital, na época não lançada pelos executivos para preservar o atual negócio de filmes fotográficos.

A falta de conhecimento do negócio e suas tendências impõe aos empresários desenvolverem produtos e serviços que muitas vezes não agregam valor e aumentam seus custos, sem necessariamente, contribuir para longevidade de suas empresas. Não podemos esquecer “...”A falta de visão leva as pessoas a ruina...” – Provérbios 29:18


3 – A experiência além da aparência

Os empresários sofrem quando o assunto é mudança, sair da zona de conforto, principalmente, para quem desenvolveu uma empresa, não é nada fácil. Uma empresa é uma espécie de filho, algo que nasceu, desenvolveu mas que em determinado momento precisa de ajuda, de novas escolas, de novas pessoas que possam ajudar nessa nova fase. A procrastinação da mudança, na maioria das vezes, custa mais caro, retarda o crescimento e, em alguns casos como citamos (Kodak) podem custar a manutenção da empresa. Mas como decidir sobre qual tipo de consultoria/executivo a contratar. Segue alguns pontos que merecem atenção:


Opte por quem tem história – Já dizia o adágio popular: “...Conhecer o passado para entender o presente e planejar o futuro...”. Muitos se apresentam como sábios, dizem termos técnicos, falam com uma certa desenvoltura mas não possui história profissional que os capacite a exercerem o que vendem. Gerir uma empresa apenas com o currículo é a mesma coisa que experimentar um restaurante apenas vendo o cardápio.

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