Corolla VS New Civic
Um páreo duro, dois
super carros, de duas super marcas, super potentes, falar das qualidades destes
dois veículos levaria muitas laudas. Mas qual dos dois você compraria? Essa foi
a pergunta que rondou minha mente durante meses. A resposta passou por vários
caminhos. Eu, que via de regra, uso exemplos não vividos por mim, mas
compartilhados, decidi escrever sobre essa competição.
Quando decidi comprar
um veículo de maior luxo, de imediato, fixei duas opções: Corolla ou Honda
Civic. Claro que influenciado por usuários, conhecedores de veículos e lógico
um mídia fortíssima. Comecei colher informações dos dois veículos, mas teve um
deles que se destacou, sobressaiu, foi diferente, um deles tinha um item
opcional que desbancou o concorrente. Não tratava-se de uma super tecnologia,
nada fora do convencional, tratava de um tecnologia chamada S.O.U.S.A, isso
mesmo, o Sousa, o vendedor, o atendente, aquele que gasta a saliva. Foi baseado
na postura desta negociação que abordarei alguns pontos interessantes:
Não subestime seu
cliente – O
cliente, às vezes, aparenta-se simples, desprovido de conhecimento, mas
trata-se de uma estratégia para conhecer a postura com quem trata. Neste caso
perguntei de forma direta: Há muitos itens a acrescentar na compra do veículo?
O Sousa foi direto: Não. O carro é completo, não há necessidade de tapetes e
demais itens. Já os demais vendedores sempre queriam “empurrar” uma proteção de
pintura, uma película super protetora, um tapete mais aveludado. Mesmo que esses
itens existam, não os coloque como regra para venda do veículo, exponha os como
são: Acessórios.
Conhecimento é
importante, mas sem relacionamento não produz efeito - Neste quesito tive 3 atendentes
que marcaram: O primeiro deles achava que seu produto falava por si só, achava
que não era necessário expor os benefícios do veículo. O segundo, expunha
termos estritamente técnicos, decorados, sem muitos significados práticos para
quem compra. Exemplo, esse motor possui a tecnologia VTEC (Variable
Valve Timing and Lift Electronic Control). Já o terceiro, O Sousa, foi direto,
explicou de forma simples, direta, inteligível, falou a linguagem do cliente: Aquela
que ele entende!
Mostre se realmente
interessado pelo cliente – Com exceção do Sousa, todos demonstravam certo descaso
quando o nível e a quantidade de perguntas aumentavam. Tinham uma argumentação
voltada para os interesses, estritamente, da venda e não do cliente. Os
semblantes de todos falavam por si só quando se deparavam com uma situação de
dúvida do cliente. Esqueciam-se que nesta hora é necessário redobrar a atenção,
a fala, o desejo de auxílio, de interesse com o seu cliente. Mas teve um que
marcou e conquistou a venda, dizendo, de forma simples, com SINCERIDADE:
“...Sr.Luciano vejo que há
muitas dúvidas, imagino que não seja fácil, pois são dois veículos muito bons.
Sinceramente não posso falar do veículo concorrente que estaria me comportando
mau. Mas uma coisa te garanto, tentei expor tudo de melhor do veículo que
vendo, não me limitei a dizer que ele é o líder de vendas, que possui uma marca
conhecida em todo mundo, procurei descrever todas as características que se
adaptam ao senhor...”
Nesta hora vi que o
item opcional S.O.US.A fez toda a diferença e adivinhem qual veículo decidi
comprar? O veículo vendido pelo Sousa. Aliás, o carro é bom de fato.
Para finalizar deixo duas mensagens que acho fantásticas para quem trabalha com vendas:
“...ENTENDER PARA
ATENDER...”
Raimar Richers
Luciano Moraes
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