O final do ano é
sempre um momento onde todos refletem sobre suas vidas, pessoal e profissional.
Momento onde a retrospectiva é necessária para uma passagem saudável de final
de ano. As empresas promovem seus fechamentos de resultado e muitas, digo
muitas, assustarão com o famoso orçado e
realizado e de uma coisa é certa, TODOS, usarão a velha partícula SE,
aquela que aprendemos no ensino colegial como “conjunção subordinada condicional”.
Esse recurso do português sai da esfera
lingüística e entra no mundo corporativo com muito mais utilidade e propriedade
que podemos pensar. Relembro um grande
professor que tive em minha pós-graduação que disse que se gasta muito tempo
para orçar e muito mais tempo para justificar o porquê não chegamos ao
orçamento projetado.
Mas qual a razão
destes desvios? O porquê isso é tão comum? Como superar esse “defeito” de
planejamento. Confesso que participei de alguns orçamentos e trata-se de uma tarefa
nada fácil, tanto para os que planejam
como para os que executam.
Na semana passada um
amigo disse: “... Meu bônus de final de ano se foi...”. Chateado com a perda o
consolei dizendo que muitos perderão seus bônus não por culpa deles, mas por
culpa dos próprios orçamentos propostos.
Mas como superar esses
desvios? Como promover um orçamento inspirador, mas alcançável? Tentaremos de
forma simples, expor alguns pontos
importantes neste processo:
- Todo orçamento deve ter uma premissa, definições vindas dos acionistas. São essas premissas que servirão de base para começarmos as projeções numéricas. Assim como os princípios gerais do direito são a base de toda codificação legal, os princípios, premissas, definidas pelos acionistas são a base para o orçamento.
- Essas premissas devem, antes de tudo, serem baseadas nas necessidades do mercado. Conhecer o mercado, seu comportamento, tendências de desenvolvimento, são fundamentais para que planejemos bem. Traçar projeções sem olhar a bússola do mercado é navegar para destino incerto. Cito um exemplo doloroso, inclusive, relatado na Revista Exame, edição número 1.005, página 94, Kodak – Muito Mal na Foto, empresa descobridora da tecnologia digital, mas por um erro estratégico perdeu mercado.
- Envolva suas equipes de operação. Muitas empresas orçam apenas vendas, mas se esquecem que devemos envolver todos responsáveis em entregar o resultado. Resultado é um dever de TODOS e para isso necessário que se sintam parte da gestão.
- Os resultados precisam ser acompanhados, monitorados, de fato precisamos acompanhar todo o processo. Todos já ouviram sobre o Ciclo de Deming:
Ou seja, planejamos, fazemos,
checamos e corrigimos – PDCA
Em fim, precisamos, seja
na condição de planejamento, seja na condição de execução, ficarmos atentos a todas
as variáveis ligadas a gestão, caso contrário terminaremos o próximo ano usando
a partícula SE e cantando a bela música abaixo:
A TODOS um FELIZ ANO NOVO
um 2012 repleto de realizações.


suas palavras são sabias, pena não conseguirmos enfiar elas dentro da cabeça dos empresários, a maioria age por impulso pensando mais em si do na empresa, querem demostrar poder e status, mas para a sorte deles estamos aqui para reverter as situações inusitadas que deixam suas empresas.
ResponderExcluiratt. Rodrigo de Oliveira