terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Orçado versus Realizado





O final do ano é sempre um momento onde todos refletem sobre suas vidas, pessoal e profissional. Momento onde a retrospectiva é necessária para uma passagem saudável de final de ano. As empresas promovem seus fechamentos de resultado e muitas, digo muitas, assustarão com o famoso orçado e realizado e de uma coisa é certa, TODOS, usarão a velha partícula SE, aquela que aprendemos no ensino colegial como “conjunção subordinada condicional”.  Esse recurso do português sai da esfera lingüística e entra no mundo corporativo com muito mais utilidade e propriedade que podemos pensar.  Relembro um grande professor que tive em minha pós-graduação que disse que se gasta muito tempo para orçar e muito mais tempo para justificar o porquê não chegamos ao orçamento projetado.

Mas qual a razão destes desvios? O porquê isso é tão comum? Como superar esse “defeito” de planejamento. Confesso que participei de alguns orçamentos e trata-se de uma tarefa nada  fácil, tanto para os que planejam como para os que executam.

Na semana passada um amigo disse: “... Meu bônus de final de ano se foi...”. Chateado com a perda o consolei dizendo que muitos perderão seus bônus não por culpa deles, mas por culpa dos próprios orçamentos propostos.

Mas como superar esses desvios? Como promover um orçamento inspirador, mas alcançável? Tentaremos de forma simples, expor alguns pontos importantes neste processo:


  • Todo orçamento deve ter uma premissa, definições vindas dos acionistas. São essas premissas que servirão de base para começarmos as projeções numéricas.  Assim como os princípios gerais do direito são a base de toda codificação legal, os princípios, premissas, definidas pelos acionistas são a base para o orçamento.



  • Essas premissas devem, antes de tudo, serem baseadas nas necessidades do mercado. Conhecer o mercado, seu comportamento, tendências de desenvolvimento, são fundamentais para que planejemos bem. Traçar projeções sem olhar a bússola do mercado é navegar para destino incerto. Cito um exemplo doloroso, inclusive, relatado na Revista Exame, edição número 1.005, página 94, Kodak – Muito Mal na Foto, empresa descobridora da tecnologia digital, mas por um erro estratégico perdeu mercado.


  • Envolva suas equipes de operação. Muitas empresas orçam apenas vendas, mas se esquecem que devemos envolver todos responsáveis em entregar o resultado. Resultado é um dever de TODOS e para isso necessário que se sintam parte da gestão.


  • Os resultados precisam ser acompanhados, monitorados, de fato precisamos acompanhar todo o processo. Todos já ouviram sobre o Ciclo de Deming:



Ou seja, planejamos, fazemos, checamos e corrigimos – PDCA

Em fim, precisamos, seja na condição de planejamento, seja na condição de execução, ficarmos atentos a todas as variáveis ligadas a gestão, caso contrário terminaremos o próximo ano usando a partícula SE e cantando a bela música abaixo:












A TODOS um FELIZ ANO NOVO um 2012 repleto de realizações.


Um comentário:

  1. suas palavras são sabias, pena não conseguirmos enfiar elas dentro da cabeça dos empresários, a maioria age por impulso pensando mais em si do na empresa, querem demostrar poder e status, mas para a sorte deles estamos aqui para reverter as situações inusitadas que deixam suas empresas.

    att. Rodrigo de Oliveira

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